A Geração Digital

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Os avanços da tecnologia, que começaram a apresentar seus sintomas em um tempo não muito distante, definitivamente mudaram a forma de vida e de trabalho das pessoas.

Os computadores domésticos surgiram e neles a internet através da rede discada. Não obstante, os próprios computadores passaram a se modernizar, a internet passou a ter maior velocidade e o acesso à informação passou a não ter mais barreiras.

Os mais antigos sofreram a transição de um modelo manual e tradicionalista, para um modelo digital em que uma máquina resolvia quase todos os problemas de imediato, ou seja, viraram imigrantes digitais. Deixaram-se de lado alguns itens de trabalho importantes como a máquina de datilografar, o fax, os disquetes… Celulares passaram a ter função de computadores com acesso à internet. Novos softwares de gestão passaram a ser utilizados pelas empresas para o compartilhamento de informação, tornando os processos mais ágeis. Os que não acompanharam a mudança perderam espaço no mercado de trabalho.

O fato é que todas essas mudanças ocorreram em curto espaço de tempo e nos faz ter um novo olhar para o que está por vir. Os filhos da geração X, chamados geração Y, já presenciaram a tecnologia desde pequenos, porém acompanharam sua evolução. Aprenderam a lidar mais facilmente com toda a parafernália digital. São rápidos no acesso a informação e exploram o que este mundo tem a oferecer.

Contudo, um novo olhar está para a geração Z. Esta sim nasceu com a tecnologia em seu DNA e desde pequenos estão plugados, vivendo num mundo jamais imaginado por nós antes. A internet é sua maior aliada e com ela fazem várias coisas ao mesmo tempo. São capazes de escutar música, assistir televisão e mexer no computador na mesma hora. Não imaginam um mundo sem celulares com acesso a internet, tablets e outros itens eletrônicos. A leitura passou a ser uma prática daquilo que interessa não lendo mais tudo o que nos era imposto do começo ao fim. Sim, eles são capazes de identificar num texto apenas os tópicos que julgam importantes.

Diante deste cenário, percebemos o quanto a nossa vida mudou e vem mudando ao lidar com esta nova geração. Estamos à margem de um mundo sem limites, aonde tudo é possível. Porém, nem tudo é perfeito. Diante de tanta praticidade, encontramos também problemas que podem afetar o desenvolvimento desses “filhos digitais”.

Por conta do apego as tecnologias são notáveis alguns problemas de interação social, devido ao isolamento que o acesso à internet causa, por ser um mundo solitário a quem nela mergulha. Outro fator crítico é a mudança do perfil do aluno na escola.

Podemos observar neste sentido um aluno mais disperso, pois recebe da escola conteúdos trabalhados através de metodologias obsoletas para o universo em que vive. Muitas escolas insistem em ensinar a esta geração conteúdos isolados e utilizando métodos de ensino que não condizem com a realidade em questão.

Como educadora, vejo que o desafio é chamar a atenção desses alunos em novas metodologias de ensino, explorando a tecnologia que já é comum no dia a dia desse perfil. O uso de tecnologias através das redes sociais para interação escolar passou a ser imprescindível, além da utilização de outras plataformas de ensino que interajam com o mundo virtual.

Sem dúvida, uma mudança é mais que necessária na forma de ensinar para termos alunos interessados e que surpreendam. E ela deve acontecer já!