A Hora do Ponto.

 

ponto final

Tenho conversado com muitas pessoas recentemente e todas elas tem em comum um seguinte ponto: a busca por uma vida mais feliz. Venho notando que está faltando o brilho, aquela energia plena para completar esse emaranhado de pontos indefinidos.
Só que este ponto, que deveria ser bem definido, transforma-se por algum motivo em pontos diferentes! Percebi que aparecem várias reticências (…) e muitas interrogações (?)…..
O ponto final realmente é algo difícil de se colocar. Exige coragem, e mais que isso, exige atitude. E esta, quando vem, faz com que nos desapeguemos de muitas coisas que marcaram nossa vida. Quando desapegamos, permitimos que novos acontecimentos possam vir a fazer parte da nossa história.
Deixar para trás dá uma dor no peito, principalmente quando essas histórias deixam um ar de lembrança feliz. Ou ainda, tomar uma decisão difícil que mudará para sempre sua vida…
Enfim, levo isso comigo, mas é cada dia mais claro para mim que, praticar o desapego é permitir-se. É colocar pontos finais em tudo aquilo que já passou.
Somente dessa forma, poderemos iniciar um novo parágrafo, para construção de uma nova história feliz!
Boa semana!

Entrevista sobre Tablets – Revista Excelência

Entrevista cedida a Revista Excelência, especializada na área de Secretariado.

Edição JAN/ FEV/ MAR 2013 – Ano 10 – n 37

digitalizar0002digitalizar0003 digitalizar0004

Não basta comunicar; é preciso Conectar!

connect-resized-600

Falar de comunicação é muito bacana, ainda mais para quem gosta de conectar e relacionar-se com pessoas.

Não tem como você não se comunicar. Os gestos, expressões faciais, postura, a roupa que você veste estão comunicando mais do que se pode imaginar. Não é a toa que 70% do que comunicamos vem da nossa comunicação não verbal. O que você comunica, a forma e linguagem escolhida certamente podem trazer resultados surpreendentes para que você possa atingir um objetivo. Ou seja, utilizar uma estratégia assertiva na hora de comunicar é sem dúvida fundamental. Até mesmo porque não basta você apenas comunicar. É preciso conectar!

Hoje iniciei uma experiência nova: comecei a trabalhar com adolescentes entre 15 e 17 anos, o tema Comunicação Empresarial. Para quem está acostumada a atuar com adultos, certamente foi desafiante trabalhar com este público tão específico durante todo o dia.

São jovens que ainda estão definindo uma profissão e estão navegando num mar de descobertas, pois muita coisa ainda é incerta para eles. E fazer parte de um grupo como este é muito gratificante porque o que você comunica hoje, terá um impacto daqui há algum tempo, na sua forma de ver e conviver com esse mundo de possibilidades. Mas para isso, o instrutor também precisa saber explorar o momento para tornar-se uma referência e deixar uma marca…

Conectar com aqueles olhinhos cheios de curiosidade por quererem saber não só sobre o tema comunicação, mas também no que ele irá impactar na vida pessoal e profissional de cada um não tem preço.

Para minha alegria, o balanço do dia foi super positivo. Houve uma interação muito bacana entre todos nós o tempo inteiro e de fato consegui mergulhar no universo deles, ou seja, conectamos. Para nós, que trabalhamos com pessoas diariamente, é ponto chave entendermos quem é este público e relacionar-se com ele, fazendo uso da mesma linguagem para que todos se sintam inseridos num mesmo contexto.

Posso finalizar este post dizendo que fechei o dia com um feedback muito positivo: “vc soube administrar bem a sala, todo o pessoal tá comentando… a prof Ju é demais. A sala toda gostou de você.” (T.C.) Fora isso, ganhei um abraço super carinhoso de uma aluna que, segundo ela, me achou “fofa demais!”

Para o primeiro dia de atividades com as turmas, já dá para ficar super feliz!

 

 

 

 

 

A Geração Digital

geração digital

Os avanços da tecnologia, que começaram a apresentar seus sintomas em um tempo não muito distante, definitivamente mudaram a forma de vida e de trabalho das pessoas.

Os computadores domésticos surgiram e neles a internet através da rede discada. Não obstante, os próprios computadores passaram a se modernizar, a internet passou a ter maior velocidade e o acesso à informação passou a não ter mais barreiras.

Os mais antigos sofreram a transição de um modelo manual e tradicionalista, para um modelo digital em que uma máquina resolvia quase todos os problemas de imediato, ou seja, viraram imigrantes digitais. Deixaram-se de lado alguns itens de trabalho importantes como a máquina de datilografar, o fax, os disquetes… Celulares passaram a ter função de computadores com acesso à internet. Novos softwares de gestão passaram a ser utilizados pelas empresas para o compartilhamento de informação, tornando os processos mais ágeis. Os que não acompanharam a mudança perderam espaço no mercado de trabalho.

O fato é que todas essas mudanças ocorreram em curto espaço de tempo e nos faz ter um novo olhar para o que está por vir. Os filhos da geração X, chamados geração Y, já presenciaram a tecnologia desde pequenos, porém acompanharam sua evolução. Aprenderam a lidar mais facilmente com toda a parafernália digital. São rápidos no acesso a informação e exploram o que este mundo tem a oferecer.

Contudo, um novo olhar está para a geração Z. Esta sim nasceu com a tecnologia em seu DNA e desde pequenos estão plugados, vivendo num mundo jamais imaginado por nós antes. A internet é sua maior aliada e com ela fazem várias coisas ao mesmo tempo. São capazes de escutar música, assistir televisão e mexer no computador na mesma hora. Não imaginam um mundo sem celulares com acesso a internet, tablets e outros itens eletrônicos. A leitura passou a ser uma prática daquilo que interessa não lendo mais tudo o que nos era imposto do começo ao fim. Sim, eles são capazes de identificar num texto apenas os tópicos que julgam importantes.

Diante deste cenário, percebemos o quanto a nossa vida mudou e vem mudando ao lidar com esta nova geração. Estamos à margem de um mundo sem limites, aonde tudo é possível. Porém, nem tudo é perfeito. Diante de tanta praticidade, encontramos também problemas que podem afetar o desenvolvimento desses “filhos digitais”.

Por conta do apego as tecnologias são notáveis alguns problemas de interação social, devido ao isolamento que o acesso à internet causa, por ser um mundo solitário a quem nela mergulha. Outro fator crítico é a mudança do perfil do aluno na escola.

Podemos observar neste sentido um aluno mais disperso, pois recebe da escola conteúdos trabalhados através de metodologias obsoletas para o universo em que vive. Muitas escolas insistem em ensinar a esta geração conteúdos isolados e utilizando métodos de ensino que não condizem com a realidade em questão.

Como educadora, vejo que o desafio é chamar a atenção desses alunos em novas metodologias de ensino, explorando a tecnologia que já é comum no dia a dia desse perfil. O uso de tecnologias através das redes sociais para interação escolar passou a ser imprescindível, além da utilização de outras plataformas de ensino que interajam com o mundo virtual.

Sem dúvida, uma mudança é mais que necessária na forma de ensinar para termos alunos interessados e que surpreendam. E ela deve acontecer já!

Secretariado: a profissão que evolui

post secretariado

Pode-se dizer que a profissão de secretária é deveras antiga, mas vem sobrevivendo e criando status diante das mudanças organizacionais.

As atividades secretariais no mundo existem desde a época dos “escribas”, que tinham um papel voltado à organização de atividades e assessoria. Somente após a II Guerra Mundial que veio a tona a necessidade da mão de obra feminina, que fez com que a profissão se disseminasse entre os países.

No Brasil, a atividade passou a ser reconhecida a partir da década de 50. E assim foi ganhando mais importância e visibilidade. Na década de 60 foi criado o Clube das Secretárias, que reivindicava melhores condições de trabalho. Nos anos 70, o Clube das Secretárias passou a ser uma associação, denominada Associação das Secretárias do Rio de Janeiro, que tinha como objetivo reunir a classe, visando à conscientização da profissão e o aprimoramento profissional. Em 1976, foi criada a ABES (Associação Brasileira de Entidade de Secretárias), na qual participavam muitas associações estaduais, inclusive a do Paraná. Em 77 foi instituído o Dia da Secretária, como dia 30 de setembro. Homenagem esta a Lilian Scholles, filha de Charles Schollers, inventor da máquina de escrever. Já em Setembro de 1983, foi aprovado o Código de Ética da profissão e em 85, sancionada a Lei nº 7.377/85 que regulamenta a profissão de Secretário. Em 1996, a Lei 9261 altera a redação dos incisos I e II do art. 2 “caput” do art. 3 inciso VI do art. 4 e o parágrafo único do art. 6 da Lei 7.377 de 30 de setembro de 1985.

Como podemos perceber, a profissão de secretário ao longo dos anos foi conquistando seu espaço, obteve maior visibilidade, conquistou direitos e consequentemente, o profissional passou a ser mais valorizado em sua posição.

Datilografar, servir cafezinho e atender telefone infelizmente se tornou um jargão da profissão para quem não a conhecer na sua essência. Há décadas o profissional deixou de realizar apenas tarefas operacionais na organização. Efetivamente, o secretário assume inúmeras outras responsabilidades, o que levam a necessidade de investir em qualificação e ocupar cargos de referências nas empresas.

O secretário passa a atuar como gestor, tem autonomia em suas tarefas, é extremamente multidisciplinar e dinâmico. O domínio de idiomas (inglês e espanhol) já não é mais diferencial e sim pré-requisito profissional. Pós-graduação, MBAs e outras capacitações também são relevantes agregadas à formação, pois contribuem para enriquecer o conhecimento técnico. Dominar informática, agendas eletrônicas, manusear equipamentos como tablets e smartphones se tornou imprescindível para realização do trabalho, pois a informação se dissemina muito rapidamente, bem como os meios de acesso a ela. Temos as redes sociais que potencializaram no mercado de trabalho a abrangência de novos negócios, bem como a promoção do Marketing Pessoal, desde que seja utilizado de forma adequada. Ainda, secretários arriscam a serem consultores, atuando nas áreas de evento, assessoria executiva, palestras. Como se pode ver, as funções de gestão secretarial são imensas.

Os cursos de formação em bacharéis e técnicos em Secretariado vêm alinhando sua matriz curricular para formar profissionais atualizados, que atendam as demandas do mercado. A profissão está estável, e vagas de emprego não faltam.

Diante de tanta evolução, só podemos nos orgulhar da profissão que temos. Aos futuros profissionais, um recado: não deixem de investir na sua carreira! Ame a profissão que você escolheu e faça seu papel tentando alavancar ainda mais os projetos de desenvolvimento da área no qual Sindicatos têm batalhado bravamente por maior reconhecimento profissional.

Acredito muito que o Secretariado ganhará mais espaço entre as outras profissões. Mas para isso, cada profissional deve se conscientizar que o querer fazer acontecer conta muito neste processo.

Tenho feito o meu papel, como consultora em desenvolvimento humano e docente, além de promover ações paralelas que potencializam a área.

E você?

 

 

 

Clients that make us proud